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| Foto: Aguinaldo Tinoco de Paula |
E te levava nos meus braços.
Acordei. Não estavas lá.
Fez-se meu sonho em estilhaços
Quebrou-se o feitiço da paixão!
Rasgadas em mil pedaços
As asas da fantasia caíram no chão.
Levantei-as com ternura
Consertei-as com dedicação.
Vem comigo
Aquietar as mágoas do passado
Colorir o presente de verde vivo
que é esperança no futuro!
Esconde-se algures um abrigo
um repouso, o porto seguro...
Dá-me a tua mão
Vem comigo por este caminho.
Não disseste sim
nem disseste não
Suspenso na tua própria incerteza
Ficaste!
Hesitação, desânimo
Silêncio incerto
És laço que embaraça a magia.
Abandono, desapego
Olhar deserto
Tu és grilhão do meu voo
Cativeiro da minha fantasia!
Não digas sim
Não digas não
Suspenso na tua própria incerteza,
Fica!
Não quero mais tropeçar
Nesse teu desacerto atormentado
Eu quero partir
Para lá deste turbilhão de emoções
Rodopio de enganos e desenganos
Desalentos, contradições.
Eu quero tecer meu próprio destino
Livre de mentiras e fingimentos
Traições.
Do outro lado destes dias cansados
Eu quero inventar a melodia
Que cale meu canto triste
Do outro lado deste tempo inquieto
Eu quero sonhar o recanto secreto
Refúgio de afagos e afectos
Sossego da ausência que dói em mim.
Eu quero voar para o outro lado do arco-íris
Viver o romance que amanse esta saudade sem fim!
ec
Maio.2005

Xi Coração.
ResponderEliminarBeijinho TéTé.